Pura ou combinada com pedras, alumínio ou vidro, a madeira é objeto de encantamento. O material é perfeito para o piso de áreas internas e protegidas da umidade, como quartos, salas de estar e home theaters. Mas há quem o adote em ambientes externos e também como revestimento de paredes, já que é um ótimo isolante térmico.
O status de nobreza dessa matéria-prima só aumentou com a penetração do pensamento ecológico no mundo da arquitetura. Atentos a isso, os fabricantes agora fornecem tábuas originárias de manejo responsável ou de reflorestamento. A principal dúvida que surge para os consumidores é optar entre as variações maciça ou industrializada.
“As pessoas pensam que só o piso laminado (carpete de madeira) é de manejo sustentável e de fácil instalação”, aponta a arquiteta e designer de interiores Gislaine Garonce. Mas existem os chamados pisos prontos, que agregam essas qualidades. Para a profissional, a melhor opção é sempre a madeira maciça, muito mais durável. “Mas é preciso dar manutenção e tomar os devidos cuidados no uso, pois é mais sensível a líquidos e marca com certa facilidade”, avisa.
A principal aposta da indústria são mesmo os pisos prontos, conforme se viu na Exporevestir — Feira Internacional de Revestimentos, ocorrida no mês passado. Eles já saem envernizados da fábrica e com o selinho de sustentabilidade. No quesito de instalação, houve grandes avanços: já existem pisos com encaixe quase invisível e sem a necessidade de cola, que dão a impressão de uma peça única. Impecável.
Diante da diversidade oferecida, uma preocupação unânime é quanto ao eventual ataque de cupins. Pensando nisso, arquitetos indicam as madeiras de alta densidade (duras e de coloração escura). Segundo Maria do Carmo Araujorge, também arquiteta e designer de interiores, é preciso saber se a madeira já é tratada. “Caso seja necessário, chame o mais rápido possível uma descupinizadora idônea para fazer um tratamento e a devida erradicação”, alerta.
Fonte: Lugar Certo